terça-feira, março 01, 2011

A implosão foi interna.
Como uma hemorragia,
Não se sabe como começou
Nem se sabe como se pode parar.

A membrana envolve o corpo,
Aconchega-o, protege-o.
Confortável pequeno casulo,
Que aquece o penetrante frio.

Aquele ar que tudo queima
Enche os pulmões esquecidos.
Impurezas difíceis de respirar,
Apagam os resquícios de memória.

O sal que vai purgando a alma,
Abre caminhos através dos sulcos
Deixados pelo que já passou
E por tudo o que ainda está por vir.

Nâo sendo a dor o que mais magoa,
Lembra súbtil o pensamento:
A implosão...foi no coração.

5 comentários:

Pereska disse...

Linda***

Foste tu que escreveste? Está...forte

Afal disse...

Sim, linda, fui eu que escrevi...ontem não foi o melhor dos dias, lol...

Ao menos fez-me escrever! Não sei bem o que acahar disto, mas pronto...estou destreinada...

Pereska disse...

Escrever faz bem. Perigoso é quando as pessoas vêm ler e interpretam mal...

Afal disse...

Não me lembres isso, que foi o que levou a que eu parasse de escrever...

Pedro disse...

gostei do poema =) e tens resposta no blog