Terça-feira, Dezembro 08, 2009

Hoje sonhei que tinha ido a casa dos meus avós, teus pais, como devia ter feito na semana passada. Estavas lá.

Quando me vim embora, despedi-me deles. Passei por ti como se não existisses. É esse o lugar que ocupas na minha vida.

Domingo, Dezembro 06, 2009

Manipulações

Há pessoas que simplesmente não merecem o nosso tempo. Pessoas que só pensam nelas próprias, no proveito que podem tirar, tanto de posses suas, como das coisas dos outros. Pessoas que manipulam, que fazem trinta por uma linha para terem as coisas precisamente como melhor lhes convém.

São essas pessoas que provocam estragos em relações. Que induzem outras a serem e fazerem o que não querem, ou não fariam por iniciativa própria.

São essas as pessoas com quem vou passar a noite de Natal. Uhhhhuhhhhhh, estou tão feliz. Conseguem sentir?

Sábado, Novembro 28, 2009

Overdose

O bom de falar com amigos é atingir uma percepção superior das coisas.

Neste caso, comecei a semana a dizer que não passava tempo suficiente com o meu afilhado e acabei a dizer que ia arrancando cabelos e só me apetecia espetar-lhe(s) uma lacheta. Ora...parece contraditório, mas na verdade não é!

A questão é que...a coisa devia ser mais doseada. Gosto de estar com ele(s), mas em doses mais pequenas, ou mais espaçada, digamos. O que aconteceu foi...uma overdose!

E todos sabem que uma overdose nunca é coisa boa...

Sexta-feira, Novembro 27, 2009

Balanço Semanal

Foi uma semana cansativa. Não digo para esquecer, porque teve momentos bons, mas...sinceramente, a última coisa que quero fazer agora é abrir a boca para falar. Passei dias a gritar. Não gosto. Quero esquecer isso.

O que era para ter sido 3 dias com o meu afilhado de 3 anos, acabou por ser 4 dias com o meu afilhado de 3 anos, o irmão de 6 (que entretanto arranjou uma amigdalite) e, hoje, o meu primo de 5 anos... que sem qualquer aviso, sem sequer pedir se podia ficar com o miúdo, a minha tia mandou para lá.

Quem já tomou conta de crianças sabe que é um dos poucos casos em que quantos mais, melhor, porque eles acabam por arranjar maneira de se entreterem uns aos outros. Hoje de manhã foi a excepção à regra...

Apeteceu-me arrancar cabelos. Apeteceu-me mandar uma lacheta a cada um (e esteve bem perto de acontecer), enfiá-los num quarto qualquer, fechar à chave e mandar a chave para o rio. Mas como eu sou má (como o meu afilhado me relembrou muitas vezes esta semana), mas não assim tão má, o máximo que fiz foram duas palmadas (ou três) e gritos. Muitos gritos...

Sinto-me frustrada. Eu sou uma pessoa calma e eles tiram-me do meu habitual estado zen. E como se não bastasse eles serem completamente insolentes, desrespeitosos e mal educados comigo, juntemos à equação a tal tia que mandou para lá o miúdo e a minha avó, que fazem tudo o que os meninos querem, só para não terem de os ouvir. à conta disso, eram 11h e estavam com pastilhas na mão (que foram retiradas, num caso específico, à força), com a promessa de serem devolvidas depois do almoço, e às 12h30 andavam a comer cereais, quando almoçamos às 13h. Para colmatar a grandiosidade deste "toma lá e cala-te", tive de fazer guerra com elas as duas para obrigar os miúdos a almoçar na mesa da cozinha com toda a gente (geralmente mandam-nos para a mesa da sala e ligam a televisão na rtp2, onde dão bonecos). Tive de relembrar a minha avó que quando eu tinha a idade deles era inconcebível comer numa mesa diferente do resto da família e de dizer à minha tia que nós os 4 tínhamos combinado almoçar todos na mesa, porque ela já estava a instalar o filho na outra. Enfim...não fica aqui nem metade, o desabafo já vai longo.

De qualquer maneira, nem tudo foi mau. Os momentos de insolência foram intercalados com brincadeira e ternura e alguns momentos de sossego a ver filmes. Ensinei-os a jogar ao "Quantos queres?", fazendo o jogo de forma a ser interactivo, ou seja, com animais e profissões que tínhamos de imitar e histórias que tínhamos de dramatizar.

Nem tudo foi mau e sei que muitas coisas podiam ter sido diferentes, mas até faço um balanço positivo, tirando os gritos, que se eu tivesse encontrado outra maneira de fazer as coisas teria sido melhor, mas ao fim de dizer as coisas na meiguice, ou com calma 3 e 4 vezes, a paciência esgota-se.

Precisava de me libertar.

Segunda-feira, Novembro 23, 2009

Amanhã vou passar o dia com o meu afilhado, cheira-me que vai ser um dia jeitoso. Entre a teimosia e a ternura dele e a minha (por vezes) falta de paciência e adoração por ele, prevejo um dia cansativo, lol

Custa acreditar que já tem 4 anos...o tempo passa demasiado depressa e já não é só para os adultos...

Tenho pena de não estar mais vezes com ele, mas há pouco mais que se possa fazer...

Agora anda numa fase de querer dar abracinhos e beijinhos quando se despede. A madrinha babada agradece :D

Quinta-feira, Novembro 12, 2009

A Escrita

Estou a ler O Nome do Vento e isso levou-me a pesquisar um pouco sobre o autor. É apenas uma coisa que gosto de fazer quando gosto muito de algo, tento descobrir mais e mais.

Na minha busca, encontrei o blog do autor: http://www.patrickrothfuss.com/blog/blog.html

O blog dá-me uma sensação boa. A par de o livro ser realmente muito bom, com uma história interessante, o facto de o autor manter um blog onde vai comunicando com os leitores, faz com que goste ainda mais de tudo o que está relacionado com a sua escrita. Os laços criados entre um leitor e o autor são indestrutíveis depois de formados e Patrick Rothfuss cria laços profundos com os seus.

Mas houve uma coisa que me chamou a atenção no blog, enquanto fazia uma leitura na diagonal: Everyone Hates Their Job Sometimes...
A dissertação que o autor faz sobre o facto de as pessoas não levarem a bem ouvir um autor a queixar-se do seu trabalho fez-me pensar. As pessoas pensam que para escrever um livro basta...papel, um qualquer material de escrita e tempo. Sim, fazem o que adoram, na maioria das vezes (nem todas), mas como toda a gente, têm momentos de frustração (se chegam a um beco sem saída e não vêem uma forma de continuar), de falta de inspiração e ideias, porque um autor não tem necessariamente de ser um poço de ideias, ou mesmo apenas cansaço, seja ele físico ou psicológico.

Dou muito valor ao que ele escreveu, porque me revi em cada palavra. Um dos meus maiores sonhos/objectivo de vida, é escrever um livro. É uma coisa que nunca escondi e quem me conhece (mesmo os que não conhecem), sabem que para mim os livrostêm um valor inestimável. Enquanto a leitura é a minha janela para outros mundos, a escrita é um refúgio. Adoro escrever, porque me liberta, mas isso não faz de mim escritora. O sabermos escrever, não faz de nós escritores. Há que ser o Senhor(a) das Palavras, jogar com elas, saber conjugá-las, levá-las a dizer aquilo que queremos, manipulá-las e formar um encantamento. Li muito e, até ao fim da minha vida, ainda vou ler muito mais, espero eu, e sei que os melhores autores são os que têm a capacidade de formar imagens com as palavras. Os que criam vórtices que nos arrastam para dentro das histórias que um dia eram apenas pensamentos. Os melhores escritores, prendem-nos a vista, a atenção e o fôlego. Não é o livro que nos pertence, somos nós que pertencemos ao livro.

Um dia. Um dia, quando evoluir nesse sentido, poderei almejar chegar aos calcanhares dos grandes autores. Até lá, vou sonhando.

Sexta-feira, Novembro 06, 2009

True Blood

Eu sei que não é bem do género de post deste blog, mas...

Há muito boas razões para ver True Blood. Uma das razões para o público feminino é isto [e atenção, porque eu nem sequer gosto de loiros (nem suecos...)]:

---> Link Alex Skarsgard <---

Mas se pensam que agrada só às mulheres...(até porque aquele é só um exemplo), desenganem-se, porque também agrada aos homens:



A história é boa, o enredo bem porreiro, o elenco na sua maioria muito bem escolhido. Acho que vale a pena ir dar uma vista de olhos.