sábado, dezembro 31, 2016

Quando o ano muda...

2016, tiveste tudo para ser o melhor ano da minha vida a nível profissional, a nível de metas atingidas, com a viagem da minha vida e com os casamentos que tive muita felicidade em assistir. No entanto, este ano lembraste-te de algo novo para mim: esse teu hábito ridículo e atroz de te tentares desequilibrar. E não é que conseguiste? As perdas pessoais suplantam as coisas boas. Por isso, estou pronta para que termines.

2017, que continue a conseguir cumprir as minhas metas, mas se tiveres de escolher entre a minha realização pessoal e as pessoas que tenho ao meu lado, por favor, não me dês atenção e permite-me manter as pessoas que amo perto de mim. Ao resto eu sobrevivo, até porque há mais anos para as conseguir concretizar.

quarta-feira, outubro 12, 2016

À Prova de Fogo


Não há uma forma fácil de explicar isto e eu lembro-me apenas de uma: pensem na vossa casa de infância. A casa dos vossos pais, para quem já saiu. A casa dos vossos avós, ou de um tio, para quem continua em casa dos pais.

Agora lembrem-se de tudo o que aconteceu nessa casa: cada joelho esfolado, cada conquista, cada marca derivada de uma asneira, ou simplesmente da vossa evolução.

Lembrem-se daquele amigo que fizeram nesse espaço e em como o levaram convosco o resto da vida. Aquelas parvoíces que ou acabavam a rir à gargalhada ou a gritar um com o outro de um lado para o outro da sala.
Aquela prateleira que queriam tanto ter que não foram pedir a alguém que soubesse o que fazer para a pôr, fizeram-na vocês mesmos.
Aquela martelada que era suposto ter acertado num prego, mas que foi um bocado ao lado. O prego continuou fora da parede e a parede ganhou uma indentação.
Aquela marca no tecto, onde um dia se lembraram de tentar escrever dentro dos limites de uma folha, mas...ups, saiu fora!
Aqueles pioneses que bem tentaram que entrassem na madeira para conseguir que ficassem posters agarrados. Nem à martelada! Mas eventualmente, lá conseguiram.
Aquela mesa onde à socapa foram escrever o vosso nome.
Aquele sofá que encontraram algures na rua, abandonado por alguém, e que levaram para aquele espaço que era vosso. As histórias que o sofá podia contar...ainda bem que não podia falar!
As luzes de Natal que iluminavam o ano inteiro.
As fotografias na parede, se calhar de pessoas que nunca viram na vida, mas que fazia do espaço o que ele é, pedaços de memórias passadas.
As noitadas. Tantas noitadas! Rodeados de troféus, memórias, risos, lágrimas e, acima de tudo, companheirismo.


Agora, pensem em todas essas memórias que têm dessa casa, desse espaço, seja a dos pais, dos avós, ou tios. E imaginem observar ao longe todas elas a serem consumidas, uma a uma, e não poderem fazer nada.


Sangue, suor e lágrimas. Crescimento. Dor e alegria. Pedaços de nós, de cada um dos que passou por um espaço. O espaço marca-nos e nós marcámo-lo a ele. As nossas marcas desapareceram, foram consumidas. As dele ficam com cada um de nós.


Não era só um edifício. Não eram apenas salas utilizadas por tunas. Não era apenas material que estava lá dentro. Eram pedaços de história da passagem de cada um. Pedaços de nós que havia nas paredes, nas mesas, no chão, no tecto.


As memórias ficam, mas as marcas foram apagadas. 

https://www.facebook.com/fernando.rodrigues.549221/posts/1087518688022412 

quarta-feira, dezembro 02, 2015

Não Fui Honesta

 

Não fui honesta.

Disse-te que não gostava de ti, que não podia gostar porque já não te conheço. E por isso, não fui honesta. 

Como é que te iria explicar que sempre que te vejo, o meu coração falha uma batida e depois começa a bater descompassadamente? Ele não faz isso por mais ninguém, portanto, não fui honesta.

Como é que poderia explicar, ou começar sequer a explicar, que há anos isto acontece? Longe da vista, longe do coração, talvez...mas sempre que te vejo pelo canto do olho, há todo um misto de sensações que não me consigo impedir de viver. 

Talvez tivesse sido honesta, se soubesse que não me iria magoar. Admitir a mim própria que tens mais importância do que deverias, é um pouco doloroso. Porque depois de admitir, fica difícil fechar os olhos e o coração a pequenos pormenores, que de outra forma podemos enxotar para o lado como se não tivessem a menor importância.

Portanto, tentei desvalorizar para diminuir a intensidade, mas fiquei a queimar-me sozinha.

Os dias passam, assim como as semanas e os meses, e há sempre uma vozinha no fundo da mente com mil perguntas às quais não posso dar resposta. Porque as respostas só tu as tens.

Posso supor, apenas. E todas as suposições doem e nenhuma é válida, porque nenhuma é verdadeira. Porque a verdade só tu a conheces.

E a minha verdade, só eu a conheço... Porque isto, isto é apenas a ponta do iceberg.

segunda-feira, março 30, 2015

#27 - Ver Wicked e #76 - Fazer a tour de Harry Potter

Estava a rever a minha lista e de repente apercebi-me: já fiz não uma, mas mais duas coisas da lista!! Como é que me pude esquecer?!

Pois bem, há cerca de um mês estive em Londres, pela primeira vez e na melhor das companhias, com a Corina e o Guilherme. Se há algo de bom nas viagens, além de se conhecer sítios novos, culturas diferentes e pedaços de história, é sem dúvida rever amigos de longa data! A última vez que tinhamos estado juntos, tinha sido há três anos, precisamente antes de partirem para uma das maiores aventuras da vida deles: ir viver e trabalhar em Inglaterra.

Três anos depois, depois de algumas tentativas frustradas pelo meio, finalmente consegui ir visitá-los. Dias felizes com pessoas que nos fazem bem à alma. Que mais se pode pedir para umas férias bem passadas?

Nada, na realidade, MAS tive direito a duas prendas de aniversário adiadas. Já sabia que ia visitar os estúdios de Harry Potter, que foram simplesmente fenomenais!

Não há palavras que descrevam, porque é passar do abstracto para o concreto. Ver uma parte da nossa adolescência, uma das importantes, a materializar-se à nossa frente. É magia? Sem dúvida.

E ainda tivemos direito a conhecer alguns dos animais que apareceram nos filmes! A isto é que se chama pontaria ;)

E como a semana ainda não estava a ser extraordinária o suficiente, tive direito a uma segunda prenda de aniversário. Vá, são as prendas de dois anos diferentes...não sejam assim.

Pois é, finalmente, depois de...sei lá, sete anos? Dei por mim à entrada do Apollo Victoria Theatre, a fazer reforço do sistema nervoso para não me lavar em lágrimas com a As Long As You're Mine. Controlei-me bastante bem, aliás. Fiquei orgulhosa de mim mesma, devo confessar.

Esta história é do mais sublime que há e o musical, apesar de um pouco menos cru que o livro, é fenomenal. Viva os misfists que acreditam num mundo melhor e mais justo!

E por hoje, fico-me por aqui. Obrigada a quem ainda continuar por aí depois desde tempo tão grande de pouco movimento. Não posso prometer que o blog vá ficar mais animado, mas hei-de tentar!

domingo, outubro 05, 2014

Sou

Sou feita de pedaços. Coisas que aprendi, que vivi, que li, que vi acontecerem.
Sou os meus gostos, mas não deixo de ser os gostos dos outros, porque sempre me disseram que gostos não se discutem.
Sou o que não gosto, também, porque faz parte da minha identidade.
Sou opostos. Tantos opostos... Aliás, faço dos opostos tons de cinzento.
Sou o que sou e o que não sou. Tudo e nada, dependendo da perspectiva de quem vê.
Olhem...sou, simplesmente. Apenas não me reduzam a um dos meus pedaços, porque todos somos mais do que apenas a soma das partes.

sábado, outubro 04, 2014

Não, não tenho uma vida amorosa muito activa. No entanto, lembro-me de cada um dos rapazes de quem gostei. E todos foram especiais, cada um à sua maneira.

Ainda te lembras dos nomes de todas as pessoas com quem te envolveste? Devem ter sido deveras especiais... Se não o foram, o que é que te fez ir? Porque quase de certeza não te fizeram ficar.

Levantamos muros, quase intransponíveis, onde só passam pessoas para uma espécie de manutenção. Laços? Qué isso?! Deixar alguém entrar no meu pequeno mundo, onde estão todas as minhas fraquezas e inseguranças? Nunca!

É aí que sou diferente. Não...não deixo entrar muitas pessoas, mas se entram é por um motivo. É porque são pessoas que considero que as virtudes superam os defeitos. Em grande escala. Mesmo que para os outros que me rodeiam eu esteja a cometer um erro tremendo. De vez em quando tenho um vislumbre da pessoa que sei que está lá, apenas por trás de uma muralha, e tenho certeza de estar certa. E fico feliz com isso, porque, nem que por milésimos de segundo, aquela pessoa sentiu que podia baixar a barreira e deixa-me entrar naquele mundo inacessível.

E uma vez gostando, o sentimento fica para sempre, em maior ou menor magnitude. Sim, é difícil gostar. Também é difícil deixar de gostar, porque aquelas peculiaridades que gostei continuam lá. São traços que estão entranhados na pessoa.

Provavelmente vão achar que me iludo. Talvez. Talvez não. O mundo é feito de ilusões, mais vale acreditarmos nas bonitas.

sábado, dezembro 14, 2013

Às vezes não é birrice de "não vou mandar mensagem enquanto ele não mandar primeiro.". Às vezes é simplesmente a outra pessoa não se importar o suficiente para mandar essa mensagem. Ou a pessoa não querer passar a mensagem errada. Ou simplesmente estar farta de sofrer.

Se quero responder a alguém, não vou estar a fazer compasso de espera só para "fazer sofrer um bocadinho e mostrar que não estou sempre disponível.". Balelas! Se és importante, por que raio é que não vou responder assim que vejo uma mensagem? O mundo seria um lugar tão mais simples se as pessoas parassem de tentar esconder o que sentem. Se deixassem de criar regras estúpidas para justificar acções idiotas.

Esperar que envie duas mensagens antes de responder? É esta a equação que mostra interesse?

Peço desculpa (sem sentir qualquer arrependimento), mas eu não funciono assim.

O que peço desculpa, desta vez sentida, é de me ter fechado em mim mesma e de me estar a consumir com as palavras que não digo e com o que não me permito demonstrar. Peço desculpa a mim mesma. Continuo a não conseguir falar contigo. E, desta vez, a culpa não é só minha.