sábado, abril 27, 2013

Somos o que somos



É fácil falar de uma tuna quando se está do lado de fora. É fácil julgar as pessoas como um bando de paspalhos e paspalhas que fazem muito barulho (até porque aquilo não é música de jeito) e que só se sabem embebedar. É fácil.

O que não é fácil é saber como é realmente uma tuna. Encontrar palavras para descrever o sentimento de pertença por vezes torna-se complicado.

Uma tuna é a família que nos acolhe quando a nossa não está por perto. Tuna são as pessoas que se preocupam connosco quando estamos doentes, ou simplesmente não estamos bem. É ter um grupo com quem partilhamos memórias de alguns dos momentos mais felizes ou loucos (por vezes os dois) pelos quais já passámos. É sair à aventura sem ter certeza do que vai acontecer. Por vezes é aprender a andar no fio com rede de protecção. É ir a uma aldeia tocar e ser acarinhados pelas pessoas. É passar um ano a montar um festival e a trabalhar para que haja o mínimo de erros possível e ficar com o coração nas mãos até se ouvir o último acorde. É conhecer pessoas de todos os cantos do país. Do mundo, até! Lidar com as diferenças inerentes a um grupo, as várias personalidades, os defeitos e as virtudes. Ter picardias e mesmo assim continuarmos a preocuparmo-nos com as pessoas.

Com algum álcool pelo meio? Claro. Mas somos mais do que um grupo de bêbedos. Somos uma família. E se estás numa tuna e não sentes tudo o que escrevi e mais ainda…you’re doing it wrong. Ou não é a tuna certa para ti.

E não me venham dizer que sabem como é uma tuna se nunca estiveram numa. É sempre fácil avaliar as coisas do lado de fora e continuar os preconceitos. Difícil mesmo é descrever. Porque uma tuna não se descreve. Sente-se.

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